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Junho Vermelho: a importância da doação de sangue

Publicado em 14/06/2026


O mês de junho é dedicado à conscientização sobre a doação de sangue, culminando no Dia Mundial do Doador de Sangue, celebrado em 14 de junho. A data foi instituída há 20 anos pela Assembleia Mundial da Saúde com o objetivo de incentivar novos doadores e, principalmente, agradecer a todos que apoiam essa causa tão importante.
Campanhas como o Junho Vermelho são fundamentais, pois a falta de informação e a presença de muitos mitos ainda dificultam o aumento do número de doadores. Por isso, divulgar informações corretas e mostrar o impacto positivo da doação são atitudes essenciais para manter os estoques dos bancos de sangue em níveis adequados.
A doação regular é extremamente importante porque o sangue não pode ser fabricado nem substituído por medicamentos. Além disso, ele possui prazo de validade, o que torna necessário que a doação seja contínua para garantir o atendimento de pacientes que dependem desse recurso.
Após a coleta, o sangue doado passa por um processo de separação e é transformado em diferentes componentes, chamados de hemocomponentes, como concentrado de hemácias, plasma, plaquetas e crioprecipitado. Esses componentes são distribuídos para hospitais e utilizados em pacientes que necessitam de transfusão durante tratamentos, cirurgias ou em situações de emergência, como acidentes.
Quem pode doar sangue
Para doar sangue, é necessário atender a alguns requisitos básicos:
Ter entre 16 e 69 anos, sendo que a primeira doação deve ser realizada até os 60 anos (menores de 18 anos precisam de autorização do responsável legal);
Pessoas entre 60 e 69 anos podem doar se já tiverem realizado doação antes dos 60 anos;
Pesar no mínimo 50 kg;
Estar em boas condições de saúde, sem sintomas de gripe, febre ou infecções recentes;
Ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas;
Estar alimentado, evitando alimentos gordurosos nas 3 horas anteriores à doação.
Como funciona o processo de doação
Ao chegar ao hemocentro, o doador recebe orientações sobre todo o processo e passa por uma triagem clínica para verificar se está apto a doar. Também são realizados exames laboratoriais para detectar possíveis doenças transmissíveis, como HIV, hepatites B e C, sífilis, doença de Chagas e HTLV, garantindo segurança tanto para o doador quanto para quem receberá o sangue.
Após a coleta, o sangue é analisado e preparado para uso nos hospitais, assegurando qualidade e segurança em todas as etapas do processo.
Um gesto que salva vidas
A campanha Junho Vermelho busca conscientizar a população sobre a importância da doação regular de sangue. Muitos pacientes dependem de transfusões para sobreviver, e a única forma de obter sangue é por meio da doação voluntária.
Ser doador é um ato de solidariedade que pode salvar várias vidas. Se você atende aos requisitos, procure o hemocentro mais próximo com um documento oficial com foto e faça parte dessa corrente de cuidado e esperança.

Fonte: Ministério da Saúde



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