Publicado em 09/03/2026
A hipertensão arterial, conhecida popularmente como pressão alta, é uma doença crônica caracterizada pela elevação dos níveis de pressão sanguínea nas artérias. Ela ocorre quando os valores da pressão máxima e mínima são iguais ou superiores a 140/90 mmHg (ou 14 por 9).
A pressão alta faz com que o coração precise trabalhar mais do que o normal para bombear o sangue e distribuí-lo adequadamente pelo corpo. A hipertensão é um dos principais fatores de risco para a ocorrência de acidente vascular cerebral (AVC), infarto, aneurisma arterial, além de insuficiência renal e cardíaca.
O problema é herdado dos pais em cerca de 90% dos casos, mas diversos fatores também podem influenciar os níveis da pressão arterial, especialmente os hábitos de vida.
No Brasil, cerca de 388 pessoas morrem por dia em decorrência da hipertensão.
Causas
Embora exista predisposição genética, vários fatores podem contribuir para o desenvolvimento da hipertensão, entre eles:
Tabagismo;
Consumo excessivo de bebidas alcoólicas;
Obesidade;
Estresse;
Elevado consumo de sal;
Níveis altos de colesterol;
Falta de atividade física.
Além desses fatores, sabe-se que a incidência da pressão alta é maior em pessoas negras, em pessoas com diabetes e tende a aumentar com o avanço da idade.
Sintomas
Na maioria das vezes, a hipertensão não apresenta sintomas. Quando a pressão arterial se eleva muito, podem surgir sinais como:
Dor no peito;
Dor de cabeça;
Tontura;
Zumbido no ouvido;
Fraqueza;
Visão embaçada;
Sangramento nasal.
Diagnóstico
A única forma de diagnosticar a hipertensão é por meio da medição regular da pressão arterial. Pessoas a partir dos 20 anos devem verificar a pressão pelo menos uma vez por ano. Quando há histórico familiar de hipertensão, a recomendação é realizar a medição com maior frequência.
Tratamento
A hipertensão não tem cura, mas pode ser tratada e controlada. O tratamento envolve mudanças no estilo de vida, como alimentação equilibrada, prática de atividades físicas e redução do consumo de sal, além do uso de medicamentos quando indicado.
Somente um médico pode avaliar cada caso e indicar o tratamento mais adequado para o paciente.
Fonte: Ministério da Saúde