Publicado em 05/02/2026
A data, instituída pela Lei nº 11.695/2008, reforça a importância do exame e tem como objetivo conscientizar a população sobre a necessidade da mamografia para detectar alterações na mama de forma precoce.
A mamografia é uma radiografia do tecido mamário, realizada por um equipamento de raios X chamado mamógrafo, capaz de identificar lesões ainda em estágios iniciais.
Quanto mais cedo o tumor for identificado, maiores são as chances de cura. Nos casos diagnosticados precocemente, o índice de cura do câncer de mama pode chegar a 98%.
Quando fazer a mamografia
A mamografia, como exame de rastreamento do câncer de mama, é indicada anualmente para mulheres acima dos 40 anos, conforme recomendação da nossa instituição e da Sociedade Brasileira de Mastologia. Já o Ministério da Saúde recomenda a realização do exame a cada dois anos para mulheres entre 50 e 69 anos.
Abaixo dos 40 anos, a mamografia pode ser indicada em casos específicos, como suspeita de síndromes hereditárias ou para complementar o diagnóstico diante de nódulos palpáveis, conforme avaliação médica.
Em casos de mamas muito densas, o médico pode solicitar exames complementares, como o ultrassom. Em nossa instituição, quando há mama densa, faz parte do protocolo a realização do ultrassom complementar de rotina.
A mamografia é um exame não invasivo e pode ser realizada inclusive por mulheres com próteses mamárias. O procedimento pode causar desconforto, pois é necessário comprimir a mama para obter imagens de qualidade. A dor, no entanto, varia de acordo com a sensibilidade individual. Para reduzir o incômodo, recomenda-se evitar agendar o exame próximo ao período menstrual, quando as mamas costumam estar mais sensíveis.
Uma dúvida comum, decorrente de informações incorretas, é a necessidade de usar protetor de tireoide durante o exame. Isso é um mito. A mamografia não causa câncer de tireoide, e não há necessidade do uso de protetor, pois a quantidade de radiação emitida é muito pequena e considerada segura.
Como é feita a mamografia
O exame é realizado por um técnico em radiologia especializado. Posteriormente, o médico radiologista analisa as imagens para verificar a presença de alterações.
Durante o procedimento, a mama é posicionada sobre uma placa de acrílico, enquanto outra placa realiza a compressão para uniformizar sua espessura. Essa compressão é fundamental, pois facilita a identificação de lesões que poderiam estar encobertas pelo tecido mamário, além de reduzir a chance de imagens falsas provocadas pela sobreposição de estruturas. A pressão dura apenas alguns segundos e, embora possa causar desconforto, é essencial para a qualidade do exame.
Apesar de a mamografia ser o principal exame para detectar alterações nas mamas, somente a biópsia pode confirmar se uma lesão é benigna ou maligna.
O resultado é apresentado em um laudo médico, que acompanha as imagens do exame. Geralmente, o parecer utiliza a classificação BI-RADS, adotada internacionalmente para padronizar os resultados. Essa classificação varia de 0 a 6, e cada categoria indica uma conduta específica. Nos casos classificados como BI-RADS 4 ou 5, normalmente é indicada a realização de biópsia.
Câncer de mama em homens
O câncer de mama em homens é raro e, por isso, não há recomendação de rastreamento de rotina. No entanto, a mamografia pode ser indicada quando há sintomas como caroço na mama, secreção, inchaço próximo ao mamilo ou dor unilateral.
Recomendação final
Evite marcar o exame nos dias que antecedem a menstruação, período em que as mamas podem estar mais sensíveis. O ideal é realizá-lo logo após o término do ciclo menstrual.
Fonte: Biblioteca Virtual em Saúde MS