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Por que as mulheres são mais propensas ao Alzheimer?

Publicado em 20/01/2026


A doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência, responsável por cerca de 60% a 70% dos casos no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Trata-se de uma condição neurodegenerativa progressiva que compromete memória, raciocínio, linguagem e autonomia, impactando não apenas quem recebe o diagnóstico, mas também familiares e cuidadores.
Dados mostram que a demência afeta as mulheres de forma desproporcional. Além de viverem mais — o que aumenta naturalmente a incidência da doença — elas apresentam maior carga de incapacidade e concentram grande parte das horas dedicadas ao cuidado de pessoas com demência. No Brasil, estimativas recentes indicam que milhões de pessoas acima dos 60 anos convivem com a doença, número que tende a crescer com o envelhecimento da população.
Pesquisas apontam que fatores biológicos e hormonais podem influenciar esse cenário. O estrogênio, por exemplo, desempenha papel importante na saúde cerebral ao longo da vida. Com a chegada da menopausa e a queda hormonal, pode haver maior vulnerabilidade cognitiva em parte das mulheres — o que não significa que a menopausa cause Alzheimer, mas que esse período exige atenção à saúde física e mental.
Os sintomas iniciais incluem esquecimentos frequentes, dificuldade para aprender novas informações, problemas para encontrar palavras, desorientação e mudanças de comportamento. Esses sinais não devem ser considerados parte natural do envelhecimento e merecem avaliação médica. Em mulheres, alterações na memória verbal costumam aparecer com mais frequência, enquanto nos homens podem surgir mais cedo dificuldades visuoespaciais e executivas.
Além da idade, fatores como depressão recorrente, ansiedade, sedentarismo, sono inadequado, hipertensão, diabetes, colesterol elevado, obesidade, isolamento social e baixa estimulação cognitiva aumentam o risco de declínio cognitivo. A boa notícia é que muitos desses fatores são modificáveis.
Embora ainda não exista uma forma comprovada de prevenir completamente o Alzheimer, evidências científicas mostram que é possível reduzir riscos e retardar sintomas ao longo da vida. Praticar atividade física regularmente, cuidar do sono, manter alimentação equilibrada — como padrões inspirados na dieta mediterrânea —, estimular o cérebro com leitura e aprendizado contínuo e preservar vínculos sociais são estratégias associadas à proteção da saúde cerebral.
Falar sobre Alzheimer é também falar sobre prevenção, informação e qualidade de vida. Quanto mais cedo houver conscientização, maiores são as chances de promover um envelhecimento mais saudável e ativo.

Fonte: Site Drauzio Varella



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